Arnaldo Barros e o projeto Bíblia nas Escolas: um caminho para a educação e valores

O que me trouxe a escrever este artigo foi uma proposta do vereador e pastor Arnaldo Barros (Podemos), apresentada nesta quarta-feira, 10, na Câmara Municipal de Rio Branco. Arnaldo propõe a inclusão da Bíblia como material paradidático nas escolas de Rio Branco. Projeto sincero, de alguém que acredita que existe uma saída para tirar nossos jovens da criminalidade: começando pela sala de aula.

O debate em torno do uso da Bíblia nas escolas

Sim, o tema é polêmico e costuma trazer animosidade. De um lado, há aqueles que querem tornar a Bíblia um livro obrigatório nas escolas; de outro, os que tentam bani-la das bibliotecas escolares. A proposta de Arnaldo é o contrário disso: quer utilizar a Bíblia como um recurso educativo, paradidático.

A relevância histórica e cultural da Bíblia

Preconceito contra a Bíblia

O primeiro ponto a tratar é o preconceito contra a Bíblia. De fato, a grande maioria dos que a criticam jamais a leu ou estudou com afinco. Frente a isso, preciso lembrar que a Bíblia é o livro mais popular da história da humanidade. Nenhum outro foi tão debatido, estudado, criticado, tantas vezes proibido e, ao mesmo tempo, tantas vezes copiado, publicado e impresso quanto ela.

Popularidade e influência

Calcula-se algo perto de 2 bilhões de exemplares impressos espalhados pela Terra. A Bíblia é uma coleção de 66 livros, que na versão católica conta com mais 8 livros históricos e poéticos. Esses livros são a sustentação da fé cristã, tanto para católicos quanto para protestantes das mais variadas igrejas. Mórmons, Testemunhas de Jeová e outros grupos específicos também têm a Bíblia como seu livro sagrado. A primeira parte, o Antigo Testamento, é o texto sagrado dos judeus e ainda é lido nas sinagogas. Mas não é só para esses grupos que a Bíblia é sagrada. O espiritismo, por exemplo, também bebe de sua fonte. Para os muçulmanos, ela também é um dos livros sagrados, e até no altar da umbanda você encontra um de seus exemplares abertos.

A Bíblia como documento histórico

Resistência ao tempo

A Bíblia não é apenas fonte de verdades de fé. Ela é o maior documento histórico que resistiu ao tempo. Suas páginas revelam detalhes e histórias de um mundo antigo que não existe mais, e seus dados históricos vêm sendo comprovados cada vez mais, conforme as escavações arqueológicas avançam.

Variedades linguísticas e tipos de texto

O texto original guarda variações linguísticas que dizem respeito ao surgimento da maior parte das palavras que hoje usamos no ocidente. Ela é cheia de tipos de textos: narrativas, crônicas, cânticos, poemas, lamentações, parábolas, reflexões filosóficas, provérbios, entre outros.

Influência na legislação e nos direitos humanos

Inspiração para constituições e leis

A Bíblia se constitui na maior fonte de inspiração para as constituições e a legislação da maior parte dos países. A sua ideia de “amar ao próximo como a si mesmo” e suas reflexões sobre o valor e a dignidade humana formam a base para os Direitos Humanos.

A relevância da Bíblia na educação

Importância no contexto brasileiro

Diante de tão grande legado e influência sobre a sociedade e a vida das pessoas, especialmente em um país como o Brasil, onde cerca de 90% da população professa ser cristã, a pergunta mais adequada seria: por que não usaríamos a Bíblia em sala de aula? Por qual motivo excluiríamos uma coleção tão rica de livros do nosso trabalho pedagógico? Realmente, não há nenhum motivo que justifique essa exclusão, a não ser que haja um interesse ideológico em diminuir seu valor social e cultural.

Direito ao conhecimento

Excluir a Bíblia da escola seria um ataque à história, à filosofia e ao livre conhecimento. Nossos alunos têm o direito de conhecê-la, estudá-la e apropriar-se do saber que emana de um documento que levou milênios para ser edificado por homens e mulheres do passado.

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