Defesa Civil declara estado de seca severa do Rio Acre e anuncia plano de contingência

A Defesa Civil de Rio Branco emitiu uma alerta nesta segunda-feira (13) em razão da seca severa do Rio Acre na capital.

Assinada pelo diretor da pasta, Coronel Claudio Falcão, a nota lembra que a média para esse período é de 5,63 metros. Na última medição feita, o rio marcou apenas 3,55 metros, bem abaixo do esperado.

“Nesse momento estou checando o quantitativo de chuvas em Brasiléia nas últimas 24h, que em se concretizando, poderemos ter um leve aumento no Rio nas próximas 60h. Caso não se concretize, há a possibilidade de em breve estarmos abaixo dos 3m (ainda em pleno mês de maio)”, explicou o coronel.

Com a possibilidade de seca severa, a Defesa Civil informou que o plano de contingência de escassez hídrica está pronto para ser colocado em prática.

“De 2015 para cá o Rio nunca esteve tão baixo para essa época. O ano que apresentou menor marca que essa foi 2022 (3,47m) e naquele ano ficamos com 1,25m em setembro. Este ano estamos muito mais baixo ainda”, alertou.

Pior seca dos últimos anos

Meses atrás, a Defesa Civil já havia alertado para a possibilidade da capital enfrentar uma das maiores secas dos últimas ano. Na época, o coronel informou que a seca de 2024 deverá superar a registrada no ano passado.

“Em 2023 tivemos uma seca muito forte, e a previsão é que a deste ano supere a de 2023, haja vista que agora já em março temos uma certa escassez de água no rio”, explica.

Em novembro do ano passado o afluente chegou a registrar 1,42 metros, menor cota já registrada para o período, fazendo com que a capital sofresse as fortes consequências da estiagem, como o desabastecimento em zona rurais, perda e atrasos de produções, por exemplo.

“A partir de abril vamos ter seca já, até dezembro. São muitos meses, fazendo com que a gente enfrente muitas dificuldades, como altas temperaturas, favorecendo queimadas, a qualidade do ar cai bastante, e também a dificuldade em se abastecer. Então realmente promete ser uma das piores secas que já enfrentamos”, alertou.

Com informações de Matheus Mello, da ContilNet.

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