STJ decide não afastar Gladson do cargo de governador do Acre, por unanimidade

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou nesta quarta-feira (15) a situação do governador Gladson Cameli no âmbito das investigações da Operação Ptolomeu e decidiu não afastá-lo do cargo, mas aceitou, integralmente, todas as denúncias apresentadas pelo MPF.

A apresentação das denúncias foi feita pela subprocuradora Geral da República (PGR), Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, ao colegiado de ministros.

A relatora do processo foi a ministra Nancy Andrighi, que aceitou todas as denúncias do MPF, mas votou contra o afastamento do governador, por entender a atitude como drástica e de perturbação da ordem do estado. O ministro João Otávio de Noronha, revisor do processo, acompanhou o entendimento da relatora.

Também votando contra o afastamento e acompanhado a relatora, o ministro Humberto Martins diz que o caso deve ser melhor esclarecido: “Os fatos narrados não são contemporâneos, o que não determina a necessidade de afastamento do governador. É como penso, é como voto”.

Ministro Luis Felipe Salomão também acompanhou o voto de Andrighi: “Nada a declarar a respeito do caso, por isso, acompanho o voto da relatora”.

Os ministro Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Villas Bôas, Sebastião Reis, Francisco Falcão, OG Fernandes e Isabel Galloti também acompanharam o voto da relatora.

O advogado de Gladson, Pedro Ivo Velloso, sustentou que o governador tem conduta ilibada e que houve um excesso de acusações no curso do processo.

Velloso disse ainda que o Acre enfrenta um estado de calamidade pública, em decorrência das enchentes. E, “tirar um governador nesse contexto seria absurdo”. O advogado também citou que Gladson foi eleito em primeiro turno pela população, nas eleições em que disputava sua reeleição.

A pauta de Gladson foi a primeira da sessão desta quarta, transmitida ao vivo pelo canal do STJ no Youtube.

Com informações de Everton Damasceno, da ContilNet.

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